terça-feira, 7 de abril de 2020

Saúde emocional em tempos de afastamento social

Como se manter saudável nesse período de tantas incertezas sobre o Covid-19? Como o medo se manifesta? Como lidar com tudo isso? São muitos questionamentos, vamos entender melhor sobre esta situação.

    O medo é um grande vilão mundial neste momento, onde todos estão unindo esforços para diminuir o contágio do Covid-19. Não estamos preparados para tantas mudanças, estamos fazendo ajustes de comportamento e precisando se adaptar de um dia para o outro. O medo além de ser um vilão, é contagioso, funciona como um mecanismo biologicamente bem instalado, por isso cuidado com as falsas notícias, famosas fake news. Hoje existe mais de 230 milhões de smarthphones em uso no Brasil, de acordo com uma pesquisa realizada pela FGV-SP, imagine todo mundo conectado à internet, não temos controle sobre a velocidade e quantidade de informações, mas elas chegam como um turbilhão, e quando trazem constantes notícias ruins, mortes, pessoas em quarentena, desesperadas, essas notícias falsas alimentam nosso medo e nós acreditamos em tudo, gerando ansiedade e interferindo na nossa rotina, e ai começa, esse processo consome nossa energia, podendo causar um desequilíbrio mental.

    De repente não podemos mais expressar nosso afeto abraçando quem amamos, desse resultado, gatilhos podem ser despertados gerando ansiedade, estresse, síndrome do pânico, tudo ligado a quarentena. Segundo a OMS o Brasil é o pais mais ansioso do mundo, 18,6 milhões (9,3%) da população convivem com o transtorno de ansiedade. Esse é um dado importante se pararmos para pensar que somos tão frágeis e se proteger de um inimigo invisível pode ser assustador.

    Mas o que fazer? Mesmo em meio a tantas incertezas, podemos sim preservar nosso emocional e nos manter firmes. Procure desenvolver sua inteligência emocional avaliando e sendo capaz de lidar com seus próprios sentimentos.

    Você pode fazer:

Estabeleça horário para acordar, tomar café, se vista de forma adequada e não de pijama.

Cuide da sua saúde física e mental, nosso cérebro precisa de rotina, então faça exercícios físicos, durma, se alimente bem e controle a ansiedade. Altos níveis de ansiedade podem afetar a imunidade.

Se você já faz terapia, não abandone, verifique com seu psicólogo um atendimento online.

Cultive pensamentos positivos.

Não deixe de demonstrar afeto, mesmo à distância.

Procure se informar em fontes confiáveis, não aceite tudo que te falam, e não fique o  tempo todos focado nos jornais.

     Não se esqueça que estamos enfrentando tudo isso juntos, somos seres humanos e mais do que nunca precisamos de afeto e empatia. Afastamento social não significa que você precisa passar por tudo isso sozinho.

domingo, 22 de março de 2020

Portal do lago segunda Etapa.

https://youtu.be/qrqALNK1QLw✅Playground aquático
✅Parque aquático com piscinas adulto e infantil
✅Academia com vista para o lago
✅Brinquedoteca
✅ Horta comunitária
✅Espaço para Feira Orgânica
✅ Espaços Pet
✅ Ciclovia as margens do lago
✅Novo Píer Moderno
✅Quiosques de churrasqueira integrado com espaços de convivência
✅ Bangalôs na beira do Lago
✅ Redários
✅Quadra de tênis
✅Quadra Poliesportiva
✅Novo campo de futebol
✅Estação para ginástica ao ar livre
✅Nova quadra de Areia
✅Capela
✅Parques Infantil (playground) com vista para o Lago
✅ Casa da Árvore
✅ Espaços de entretenimento com muito verde: no bosque, com espaço de leituras, praças, bancos, pergolados
✅Moderno Restaurante Avarandado
✅ asfalto / água / energia /galeria/ fechamento do perímetro



Medidas de Áreas - Hectare, Alqueire, Acre, Are, Tarefa


Existem várias unidades de medida de áreas rurais utilizadas no Brasil, sendo a unidade-base para medida de área mais utilizada o metro quadrado. Outras medidas derivam desta: 01 hectare = 10.000 m². Hectare é um medida universal de referência, por ser baseada no metro.

Alqueires

Alqueire é a mais comum unidade de medida de superfície para fazendas no Brasil, apesar de não ser uma medida universal.
Um Alqueire é equivalente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás a 10.000 braças quadradas (4,84 hectares), e em São Paulo a 5.000 braças quadradas (2,42 hectares).
Além destes existem outras medidas de alqueires, descritas na tabela logo abaixo.

Tabela de Conversão de Áreas

Multiplique o Número deporPara obter o equivalente em
Are100m²
Acres4.047m²
Acres0,4047hectares
Hectares10.0000m²
Alqueires paulistas2,42hectares
Alqueires mineiros4,84hectares
Alqueires goianos4,84hectares
Alqueires fluminenses2,72hectares
Alqueires baianos9,68hectares
Alqueirão19,36hectares
Alqueires do norte2,72hectares
O Alqueire Mineiro/Goiano é considerado o alqueire geométrico

Alqueirão é muito usado na Bahia e nas fronteiras com Minas Gerais (nordeste de Minas).
O Alqueire Paulista também influencia a divisa com a parte sul de Minas Gerais.
Na Bahia, usa-se também a medida de 80 medidas de milho como 1 'alqueirim' equivalente a 48.400m².


Alqueire pode ainda ser unidade de medida de capacidade para secos, equivalente a 36,27 litros ou a quatro 'quartas'. E também, no Pará, usa-se como medida de capacidade correspondente a dois paneiros ou a cerca de 30 quilos.


Hectare

Hectare é a principal medida de referência para superfícies rurais por ser UNIVERSAL: 10.000 m²
Unidade de medida agrária, equivalente a 100 ares ou 1 hectômetro quadrado.
Nomenclatura abreviada: hectare = hec = ha
Em metragem 1 hectare = 10.000m² (medida padrão internacional).


Tarefa

Tarefa é uma medida agrária constituída por terras destinadas à cana de açúcar e que no CE equivale a 3.630m², em AL e em SE a 3.025 m² e na Bahia a 4.356 m².


Tarefa Baiana: Corresponde a uma área de 30 x 30 braços. Portanto uma tarefa é igual a 4.356m². Recomenda-se cuidado, pois existem outras medidas de tarefas em outros estados. Esta é a usada na Bahia.


Braça

Braça - do latim brachia - plural de brachin (braço). Antiga unidade de medida de comprimento, equivalente a 10 palmos ou seja 2,2ms (Brasil). Palmo = 8 polegadas = 22 cm. Braça também é unidade de comprimento do sistema Inglês equivalente a cerca de 1,8ms.


Braça quadrada (brasileiro) - medida agrária que se usa em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e igual à tarefa, de Alagoas e Sergipe: 3.052m² (1 braça = 2,2 m || 30 braças = 66 ms || 30 x 30 braças =4.356m² = braça quadrada).

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Compra e venda de imóveis: veja 5 dicas para fazer esse investimento online

Vender imóveis na internet é uma prática que se tornou comum e vem ganhando grande destaque. Preparamos algumas dicas para você saber criar a sua oferta, conseguir conquistar seu público-alvo e, com isso, aumentar as suas chances de venda.

Vender imóveis na internet é uma prática que se tornou comum e vem ganhando grande destaque. Preparamos algumas dicas para você saber criar a sua oferta, conseguir conquistar seu público-alvo e, com isso, aumentar as suas chances de venda. Esses passos podem ajudar inclusive a manter a segurança durante a transação.

Crie descrições completas

Em uma venda online é importante oferecer o máximo possível de informações. Descreva no anúncio todos os detalhes— número de cômodos, a área total, se foi reformado recentemente, proximidade de mercados, farmácia, transporte público etc.

Escolha uma plataforma segura para a venda

As vendas pela internet devem ser vinculadas a muita segurança durante a transação, portanto é extremamente importante procurar por uma plataforma segura, como a Leilão Vip, por exemplo. Esse tipo de ferramenta online consegue dar visibilidade para o seu produto e garante uma negociação segura entre vendedor e comprador.

Existe a possibilidade de realizar essas vendas por meio de um leilão. Os leilões online têm ficado popularmente conhecidos e conseguem promover negociações de forma muito segura e transparente.

Tire boas fotos

Mesmo com a compra sendo feita pela internet, os clientes gostam de fazer uma boa avaliação do imóvel que está sendo anunciado. Sendo assim, é muito importante investir em boas fotos, que demonstrem bem as características como amplitude do ambiente, tamanho das janelas etc.

Determine um preço justo

Muitas vezes a avaliação mais adequada do imóvel é considerada a parte mais difícil de uma venda, afinal de contas, é pelo preço que os compradores filtram e comparam os anúncios online. Pesquise imóveis na mesma localização e faça o cálculo de quanto custa o metro quadrado. O estado de conservação da propriedade também influencia muito o preço de venda.

O preço justo será a decisão final para o comprador, pois mesmo que você consiga ressaltar ao máximo os pontos fortes do seu imóvel e coloque boas fotos, as pessoas inevitavelmente comparam o valor com outras opções, optando por aquele que mais se encaixe em seu orçamento.

Onde vender com segurança?

Existem muitas possibilidades de onde vender com segurança, como as plataformas que já foram previamente citadas. Porém, uma alternativa que tem ganhado bastante destaque, ainda mais entre pessoas que não tem muito costume de vender online, são os leilões.

O leilão é uma alternativa bastante viável e segura para realizar uma venda. Um vendedor pode anunciar, colocar um preço que atenda às suas expectativas e aguardar os lances. Quem der o lance mais alto é consagrado como comprador e a negociação pode ser fechada.

Os leilões online, mais especificamente, são uma opção segura de venda pela internet. Eles trazem muita comodidade tanto para o comprador como também para o vendedor, já que os lances são feitos virtualmente, sem a necessidade de sair de casa.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Descubra agora o que todo corretor de imóveis precisa saber


O mundo digital fez com que a relação entre os consumidores e as empresas mudasse muito. Hoje, além das necessidades serem diferentes, os hábitos são outros e qualquer profissional precisa acompanhar as tendências e se profissionalizar mais a cada dia. Com o corretor de imóveis não é diferente. Pode-se dizer até mesmo que, em um

O mundo digital fez com que a relação entre os consumidores e as empresas mudasse muito. Hoje, além das necessidades serem diferentes, os hábitos são outros e qualquer profissional precisa acompanhar as tendências e se profissionalizar mais a cada dia. Com o corretor de imóveis não é diferente. Pode-se dizer até mesmo que, em um setor competitivo como o mercado imobiliário, estar atento às tendências é ainda mais indicado.

Como as funções de um corretor de imóveis compreendem a intermediação de compra, venda e locação de imóveis, o poder de persuasão é essencial. Além disso, é preciso que o profissional saiba tirar as maiores dúvidas dos clientes e ter as informações na ponta da língua.

Mas quais são esses conhecimentos imprescindíveis para um corretor de imóveis? É isso que vamos desvendar hoje para você. Continue a leitura e fique sabendo o que é indispensável para esse profissional!

As regras de financiamento da Caixa

Você sabia que a Caixa Econômica Federal é o banco mais buscado para financiamentos de imóveis? Por isso, um corretor precisa saber das principais informações sobre o assunto. Uma delas diz respeito ao prazo máximo para pagamento das parcelas que, hoje, pode ser de até 360 meses.

Além disso, a instituição financia até 80% do valor do imóvel. Os imóveis podem custar até R$ 1,5 milhão pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Acima desse valor, o financiamento deve ser feito pela modalidade Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

Como funciona o Minha Casa Minha Vida

O objetivo do programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida é contribuir para que as pessoas tenham acesso à moradia própria. Isso acontece por meio de benefícios, que variam de acordo com a renda bruta de cada família. Os benefícios contemplam aquelas que ganham até R$ 9 mil.

Algumas faixas de renda podem receber o subsídio, que é um valor oferecido pelo governo para compor o valor de entrada do imóvel. Outras faixas se beneficiam de taxas de juros menores ou de redução do seguro que é cobrado por bancos e financeiras.

O uso do FGTS para compra de imóvel

O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) é um dinheiro acumulado pelo trabalhador durante seu tempo de trabalho com registro profissional. Embora ele seja dono da quantia, existem regras para que ela seja usada. O saque pode ser feito nos casos de demissão sem justa causa, diagnóstico de câncer ou na compra de um imóvel.

Nesse caso, o dinheiro pode ser usado para a compra ou construção de imóvel residencial e que funcione como moradia do trabalhador. O uso pode ser feito para amortização das parcelas ou então para quitar dívidas oriundas da compra de uma propriedade.

O FGTS só fica vetado quando o uso é para imóvel comercial, reformas e ampliações ou compra de material de construção para propriedades de terceiros. Para sacar o valor, o profissional precisa ter acumulado pelo menos três anos de trabalho, não pode ter outro financiamento pelo SFH e não pode ser proprietário de outro imóvel residencial.

Como você pôde ver, existem muitas informações imprescindíveis para que um corretor de imóveis seja bem-sucedido. O segredo, portanto, é estar sempre se atualizando e procurando oferecer o melhor para seus clientes.

Como calcular o Índice Geral de Preços do Mercado – IGPM?

O IGP-M não é apenas mais uma sigla complicada e nós vamos te provar! Saiba mais detalhes sobre esse índice de reajuste e como ele é calculado.

Se você acompanha o mercado imobiliário, ou qualquer notícia sobre o mercado financeiro, já deve ter escutado o termo índices de reajuste. Os índices de reajuste são formas que o mercado encontrou de calcular valores para cima ou para baixo, conforme a inflação anual e, em alguns casos, de outros períodos não anuais.

Em nossa matéria de hoje, vamos falar sobre um dos índices mais conhecidos, o IGP-M!


O que é o IGP-M?

IGP-M é a sigla usada para Índice Geral de Preços do Mercado, uma das variações do IGP – Índice Geral de Preços.

O índice é auferido mensalmente pela instituição privada FGV – Fundação Getúlio Vargas – que desde novembro de 1947 e responsável por registrar a inflação de preços que variam desde matérias primas da indústria ou agrícolas até bens e serviços do consumidor final, como aluguéis e carros.

O governo também possui seu próprio índice de mercado, o IPCA – Incide Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE. No entanto, existem algumas diferenças entre o IPCA e o IGP-M.

Em alguns casos, investidores acusam o IBGE de manipular as informações conforme o interesse do governo. Portanto, além de atuar independente do governo, o IGP-M está mais próximo do mercado, o que o torna um cálculo mais real e, portanto, preferido entre a maioria dos investidores.

Entre os preços avaliados a cada 30 dias pelo IGP-M estão itens como alimentos, vestimenta, transporte e quanto mais elevado o preço dos itens, mais o indicador do IGP-M sobe. Um IGP-M alto significa que o seu dinheiro não está valendo tanto assim.

Como calcular o IGP-M?

O cálculo do IGP-M surge a partir de outros três índices, sendo que o peso de cada um deles determina a porcentagem final do IGP-M:

1. 60% – IPA – Índice de Preços por Atacado
Esse índice monitora a indústria atacadista e antevê o impacto e valores dos preços no varejo.

2. 30% – IPC – Índice de Preços ao Consumidor
Esse índice avalia o comportamento dos preços nas áreas que impactam o poder de compra do consumidor, ou seja: alimentação, habitação, vestuário, educação, saúde, lazer e etc.

3. 10% – INCC – Índice Nacional de Custo de Construção
Por último, como o próprio nome sugere, o último índice e com menor peso no cálculo, avalia o custo para se construir uma habitação no Brasil, incluindo materiais e mão de obra especializada.

Com base nesses três pesos de cada um desses índices, a FGV calcula entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês atual as variações de cada preço, o que resulta no índice final.

O que é IGP-M acumulado?

Como citamos antes, o IGP-M é proveniente de um cálculo mensal. No entanto, a FGV também divulga o balanço anual do índice, o que chamamos de IGP-M acumulado.

Nada mais é do que a média calculada com base nos resultados dos 12 meses em que o índice foi calculado e divulgado. O índice é um cálculo de inflação, portanto um raio-x de como está a economia do país. Na prática, quando notamos um produto com valor mais alto no mercado, significa que o IGP-M do mês subiu.

Cada um desses aumentos são somados e se tornam uma referência única divulgada no final do ano. Entre 2006 e 2016, ano da última divulgação do IGP-M acumulado, o único ano em que o resultado foi negativo foi em 2009, onde o índice registrou queda de -1,71% nos preços. Já o índice mais alto foi registrado em 2015, uma porcentagem positiva de 10,54%.

O IGP-M acumulado de 2017 registrou uma queda de 0,50% nos preços, isso indica que o ano atingiu um índice de queda após quase dez anos. O último ano com registro de queda, como dito, havia sido 2009.

O IGP-M e o setor imobiliário

O IGP-M se tornou o principal indexador dos contratos de aluguel, tanto para imóveis residenciais como para comerciais. O índice corrige o valor dos aluguéis ou de parcelas de bens adquiridos (financiamentos, por exemplo), de acordo com a inflação.

Em 2016 o IGP-M fechou com média de 7,17%. Nesse caso, quem pagava um aluguel de R$1000,00, em 2017 vai arcar com um valor de R$1,071,70.

Se você não é tão bom com cálculos, existem várias calculadoras disponíveis na internet que podem ajudar na hora de descobrir qual o tamanho do aumento do seu contrato de aluguel ou da sua parcela.

Quem é afetado pelo IGP-M?

Não há uma única pessoa que não sofra diretamente o peso do IGP-M. Isso porque ele determina não só correção de aluguéis ou prestações, mas também é responsável por reajuste de tarifas públicas como energia elétrica e até planos de saúde.

Portanto, o IGP-M abrange 100% da população e não faz nenhum tipo de distinção em relação ao nível de renda ou classe social do indivíduo. A divulgação do índice é feita mensalmente pela FGV em seu próprio site, mas existem diversos outros portais que replicam a informação.

Continue seguindo o nosso conteúdo e saiba todos os parâmetros e as variações do mercado imobiliário.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Lote Legal.

Adquirir um terreno envolve uma série de cuidados para prevenir problemas futuros. A compra do lote legal resguarda o comprador de entraves burocráticos, evita custos desnecessários, entre outras dores de cabeça. Trata-se de algo fundamental para quem quer ter o imóvel dos sonhos ou fazer investimentos.  
Lotes com irregularidades são muito comuns. No Distrito Federal, por exemplo, 37% dos lotes são irregulares. O governo combate a grilagem de terras, mas é importante buscar informações para avaliar suas condições e só assim fazer uma compra segura.
No post de hoje, vamos ajudá-lo apresentando alguns procedimentos para saber se o terreno é regularizado. Acompanhe!

Como saber se o lote é legal?

Caso seja uma área pública, o terreno pode ser desapropriado e você perde o bem. Por isso, é importante levantar o máximo de informações do lote e do vendedor. Assim, é possível avaliar as condições do imóvel e só então fazer uma boa aquisição. Vamos aos pontos-chave:

Visite o terreno

Nunca compre um terreno (ou qualquer outro imóvel) sem visitá-lo antes. Uma ida ao local que busca adquirir é indispensável para conhecer a infraestrutura, acesso, estados das vias, iluminação e vizinhança. Verifique a demarcação do lote, se está próximo a áreas de mananciais ou de proteção ambiental. A boa escolha do empreendimento também deve levar em consideração os serviços essenciais disponíveis e os que serão instalados, além de quem vai administrá-los e se é um loteamento aberto ou fechado.

Avalie a questão do preço

Em linhas gerais, imóvel com apenas a posse tem um valor bem menor do que imóvel com propriedade regularizada. Quando se tem apenas a posse, a regularização definitiva pode ser um processo complicado e custoso. Portanto, evite essa dor de cabeça.

Confira a aprovação e o cronograma de obras na prefeitura

Cada prefeitura faz seu próprio levantamento, por isso é importante comparecer até o órgão competente. Verifique se o loteamento é aprovado e se a empresa está cumprindo com o cronograma de obras. Se localizado em zona urbana, a região depende da aprovação de diferentes órgãos públicos. É recomendável verificar informações junto aos prestadores de serviços públicos de água e energia para avaliar a situação da região, planos de expansão e melhorias nas redes.

Consulte a situação do imóvel

O segundo passo é se dirigir ao Cartório de Registro de Imóveis e solicitar a certidão de propriedade. Essa medida vai mostrar se a pessoa que está vendendo é realmente a proprietária e se o imóvel está desembaraçado. Além dela, é necessário a certidão negativa de ônus e alienações. Dessa forma, você vai ter certeza de que nada impede a venda do bem.
Para dívidas referentes ao IPTU, não há problemas se o bem não estiver em execução. O comprador pode negociar o abatimento da dívida com o vendedor e depois arcar com a despesa. Caso a compra for de propriedade rural, será preciso se informar na Superintendência Regional do Incra, que dará a certeza que a área está em zona rural.
Se constatado que a pessoa que está vendendo é realmente o proprietário do imóvel, via de regra, passa-se o direito à escritura pública, do proprietário antigo para o novo, que leva até o Registro de Imóveis e atualiza a matrícula. É fundamental olhar com atenção a documentação. Caso o lote não seja legal, os documentos podem alertar o comprador.

Consulte a situação do vendedor

Se for uma empresa a responsável pelo loteamento, o processo é é mais fácil, pois basta consultar seu histórico, solicitar referências sobre os loteamentos lançados antes e visitá-los. Consulte também o Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) para analisar a idoneidade da corretora.

Faça uma proposta de compra

Se estiver tudo bem até aqui, o passo seguinte é fazer uma proposta de compra para o detentor do lote legal. Deverá constar na proposta as seguintes informações:
  • qualificação e manifestação de vontade de aquisição;
  • indicação do terreno, descrevendo sua localização com a planta aprovada pelos órgãos competentes;
  • valor do lote e do sinal da oferta;
  • formas de pagamento, reajustes e os índices aplicados;
  • promessa de firmar o contrato e o prazo para aceitar a proposta (indicado não ser superior a 30 dias).
Veja o modelo:
Eu (nome do proponente), (nacionalidade), (estado civil), (profissão), número do CPF e RG, local que reside, venho apresentar à Vossa Senhoria proposta de aquisição de um imóvel de sua propriedade, localizado em (endereço), pelo valor total de R$ (valor por extenso) a ser pago, mediante a entrada de (valor da entrada por extenso) e o restante em parcelas mensais de (número de cotas e valor por extenso).
Assine e coloque a data das vias, ficando com uma delas.

Conte com um advogado ou corretor de imóveis

Essas duas figuras auxiliam na análise dos documentos, evitando, assim, erros que podem gerar qualquer prejuízo ao comprador. O advogado, por exemplo, traz mais seriedade e segurança à transação, fazendo com que ela ocorre maneira legal, com garantias jurídicas a ambas as partes.
O corretor, por sua vez, aproxima as partes e faz a mediação para que ambas se convençam de que estão fazendo um bom negócio; ele então passa informações sobre os trâmites e seu andamento. O comprador pode contar com um ou dois profissionais, assim fica mais tranquilo quanto à aquisição.

Leia atentamente o contrato

Antes de assiná-lo, é importante analisar se as informações são as mesmas disponibilizadas ao longo da tratativa. Veja se está todo preenchido, risque os espaços em branco e, se tudo estiver de acordo, assine e coloque a data em três vias.
O contrato de compra e venda de imóvel, em via de regra, traz informações, como nome, documentos de identificação, nacionalidade, estado civil, preço do bem, formas de pagamentos, taxas que podem ser aplicadas, entre outros dados. Além disso, são discriminadas a responsabilidade para o pagamento das despesas do comprador e do vendedor, como lavratura, reconhecimento de firma etc.

Qual o motivo de tantos trâmites?

Pode parecer muita coisa e exigir muito trabalho, mas essas etapas burocráticas são essenciais para reduzir os riscos. Seguindo-as, você terá a certeza de que está comprando um lote legal, assegurando que o bem adquirido não será demolido ou outra pessoa vai atribuir para si a propriedade. No mais, boa compra!

Direito Imobiliário

Tudo sobre Direito Imobiliário Um terreno invadido, o atraso no pagamento da taxa condominial, uma ocupação do MST, um problema no  ...